Realizado o nosso Almoço Anual, um dos mais participados de sempre, se não o maior, convém referir a enorme adesão dos associados e seus familiares. É a prova de que a ARGE está a crescer na sua auto estima associativa, tornando visível o seu empenho empreendedor, voluntarista e solidário.

Chegados os autocarros, logo as bocas se refrescaram com bebidas frescas e o apetite se aconchegou com os inúmeros acepipes servidos como aperitivos. O local estava muito aprazível pela sua envolvência natural, toldado por um sol ameno que convidava a uma conversa breve num dos muitos bancos de jardim espalhados pela relva fresca impecavelmente bem tratada.

Como sempre, as saudades foram-se partilhando por entre abraços e sorrisos, recordações de aventuras de outros tempos como proezas laborais, e por vezes algumas lágrimas, contribuindo assim para o fortalecimento da união e da amizade como valores preciosos.

O Menu foi servido com a mestria de quem sabe receber, rápido e farto em qualidade e quantidade. Desde o maranho ao bucho, à sopa de peixe, passando pelos pratos de peixe e carne e por último a afamada tigelada de Abrantes, tudo estava delicioso e do agrado da esmagadora maioria dos presentes.

Seguiu-se um minuto de silêncio pedido pelo Presidente da ARGE – Carlos Bayan – em homenagem a todos os associados falecidos.  Momento emotivo que todos respeitaram num silêncio aceite e sentido.

Depois dos devidos agradecimentos formais e circunstanciais, seguiu-se a entrega de prémios do concurso Avós e Netos que este ano foi dos mais concorridos.

Vários foram os pedidos no sentido de se aumentar os temas a concurso. Foram sugeridos os temas – Os meus animais de estimação, A família, Brincadeiras dos traquinas, entre outros menos interessantes. Prometemos rever todas estas sugestões e anunciar a nossa decisão para o próximo concurso.

Registar em fotografia é tornar perene a recordação de uma vida, daí o interesse e o valor deste tipo de concursos.

O Fado foi o ponto alto da tarde com as actuações de quatro fadistas da Escola de Fado ACOF de Marvila e um colega convidado da Delegação do Norte – Toni Reis – com uma voz forte de fadista experimentado que motivou um forte aplauso da assistência. Pena foi que, apenas por falta de tempo, não tivéssemos a oportunidade de ouvir as outras duas vozes também do Norte. Esse reparo será feito numa próxima oportunidade.

Seguiu-se o tão esperado bailarico por entre um flute de champanhe e uma fatia do bolo da ARGE oferecido pela mão do Presidente. Momento bonito e singular.

As horas iam passando e a pressa da partida era muita. Sines fica longe. Leça da Palmeira ainda mais. Lisboa é mais perto. Abrantes tinha sido, naquele dia, um forte abraço colectivo.

Num último aceno, desejando boa viagem, todos partiram em paz e com boa disposição.

Até para o ano.