VISITA AO CONVENTO DO CARMO

No âmbito do interesse manifestado por alguns Associados, a Delegação do Centro vai organizar, no próximo dia 10 de Outubro, uma visita guiada ao  Convento do Carmo em Lisboa que inclui as suas ruínas, a igreja e o próprio museu arqueológico.

A concentração será  no Largo do Carmo às 14:30.

Os  Associados que estiverem interessados em participar podem  efetuar desde já a sua inscrição sem  prejuízo da mesma ser confirmada, em data próxima do evento, por iniciativa da Delegação.

A inscrição é gratuita para os Associados e poderá ser efetuada até dia 4 de Outubro para:

Humberto Restolho – Coordenador    96 283 16 70

Domingos Lopes Vicente                       91 624 22 88

Graça Pereira                                           96 110 27 22

Maria de Lurdes Moreno                       91 728 62 13

Maria Fernanda Gameiro                       96 524 25 41

Breve história sobre o Convento do Carmo

Este Convento, fundado por D. Nuno Álvares Pereira em 1389, foi inicialmente ocupado pelos frades Carmelitas provenientes do Convento de Nossa Senhora do Carmo de Moura, no Alentejo.

Erguido no Largo do Carmo, em pleno coração de Lisboa, sobranceiro ao Rossio e na colina fronteira ao Castelo de S. Jorge, foi parcialmente destruído pelo grande terramoto de 1755 e subsequente incêndio que vitimou a cidade de Lisboa, destruindo grande parte da Igreja e do Convento, consumindo integralmente todo o seu recheio.

É possível que a ruína do Convento do Carmo e do vizinho Convento da Trindade, aquando do terramoto, esteja na origem da expressão popular “cair o Carmo e a Trindade.”.

Inicialmente houve uma fase de reconstrução de uma das alas do Convento, no reinado de D. Maria I, mas os trabalhos foram interrompidos em 1834, já em estilo neogótico, na mesma altura da extinção das Ordens Religiosas.

Em meados do século XIX, imperando então o gosto romântico pelas ruínas e pelos antigos monumentos medievais, optou-se por não continuar a reconstrução, deixando o corpo das naves da Igreja a céu aberto, criando assim um idílico cenário de ruína que ainda hoje encanta quem o visita. Não tendo sido reconstruído constitui-se num dos principais testemunhos da catástrofe ainda visíveis na cidade.

A parte habitável do Convento foi convertida em instalações militares. O Convento do Carmo ficou para sempre ligado à revolução do 25 de Abril. Foi ali que se refugiu Marcelo Caetano e foi ali que ocorreu a rendição para as tropas então comandadas pelo Capitão Salgueiro Maia.

No Largo do Carmo, frente ao Convento, local da nossa concentração, encontra-se o Chafariz do Carmo, uma obra do século XVIII de autoria de Ângelo Belasco, decorada com quatro golfinhos.