Como desinfetar as máscaras reutilizáveis?

Saiba também que procedimentos evitar
aquando do processo de desinfecção

Perante a pandemia de COVID-19, a Direção-Geral da Saúde (DGS) decretou, a 13 de abril, uma norma através da qual recomenda o uso de máscaras por parte de toda a população em espaços públicos fechados. De modo a procurar contornar a escassez de material médico, a DGS admitiu o uso de máscaras não-cirúrgicas (ou comunitárias).

Apesar de atualmente já serem muitas as empresas a fabricar este tipo de máscaras, antes da referida norma ser publicada, o facto de não haver máscaras cirúrgicas disponíveis levou a que, através de vídeos tutoriais, muitas pessoas procurassem produzir as suas próprias máscaras, sobretudo em pano. Isto porque, ao contrário do plástico, este tipo de material permite que as máscaras possam ser lavadas e, assim, reutilizadas.

Mas quais as melhores formas de fabricar máscaras e quais os procedimentos a evitar? Conheça as dicas divulgadas recentemente pelo Observador, suportadas nos conselhos de Jaime Nina, infecciologista no Hospital Egas Moniz, em Lisboa:

Lavar à mão ou na máquina

Apesar de ser recomendado para a desinfeção de superfícies, a utilização de lixívia não é o procedimento ideal para a lavagem de máscaras, já que danifica as fibras das mesmas. Jaime Nina admite que as máscaras podem ser lavadas com sabão ou com o habitual detergente para tratar a roupa. Se for na máquina, pode ser a 30, 40 e 60 graus e junto com a restante roupa.

O calor também é uma opção

É sabido que o novo coronavírus pode ser eliminado quando exposto altas temperaturas. Porém, para evitar acidentes, deve evitar-se colocar as máscaras no forno, já que certos tipos de tecido aumentam o risco de combustão. A alternativa é embeber a máscara em água fervida.

Secar bem a máscara e guardar

Uma vez desinfetadas, as máscaras podem ser deixadas a secar como a restante roupa, embora deva haver o cuidado de ficarem numa zona onde não exista contacto com terceiros. Ainda no que concerne à secagem, o Observador cita ainda um artigo do The New York Times, que admite a utilização de um secador ou de um ferro de engomar num “ataque total aos germes que possam permanecer”.

De seguida, caso não sejam utilizada de imediato, as máscaras devem ser preservadas, por exemplo, numa caixa de cartão limpa. Deve evitar-se usar uma caixa de plástico, visto que, caso exista humidade, esta permite a sua conservação.

Quanto mais trabalho se investir na lavagem da máscara, menos vezes se vai fazer essa mesma lavagem”, afirma Jaime Nina, que alerta que “as máscaras também têm inconvenientes”, em especial para pessoas asmáticas ou com deficiências respiratórias: “a tosse pode humedecer a máscara, a qual deve ser substituída logo que possível. Se ficar molhada, a máscara pode facilitar a transmissão do vírus”, finaliza.